LUA CHEIA conjunta com Plutão em Capricórnio – Pressão a um Novo Patamar

Auge nesta madrugada 1h07(br) – 04h07(ut), 09/jul, 17°09’ de Capricórnio

Por Aline Camargo, Agente 76

Acredito que a Lua Cheia que acontece em Capricórnio carrega em si a potência para descentralizar fluxos normativos que nos circundam. Em oposição ao Sol em Caranguejo, os dois luminares vão a esse encontro em conjunções com plutão e marte.

Construir um novo contorno ao corpo ou ao macro – aqui pensando na política, por exemplo, mas você, sinta-se livre para criar outra imagem. E como estarmos vivos é um ato político, é assim um criar de sistemas para que possamos ir e vir entre nós, trabalho, ruas, noticias…

Marte é a lâmina bélica para que possamos tecer um novo contorno, um novo estar, desbravar caminhos ou podar aqueles que não mais se compõe conosco. Plutão também é a resistência, o transmutar de vidas, quando necessário, convoca ao desapego, ao descontrole, outro tipo de corte, mas que deixa marca profunda como um toque bélico.

Pensar Capricórnio é conseguir dentro do silêncio e da sua paciente perseverança subir a montanha e observar, pressentir qual o pulso do tempo, se é para recuar, se é para avançar, subir mais, descer quando necessário.

Caranguejo sobe e desce feito pressa, estica seus olhos e anda grão a grão quando o chão é de areia, conhece os minérios como ninguém, abre espaço em sua carapaça e amplia seu mundo-corpo, se esconde nele quando necessário e volta mais seguro de si.

A Lua Cheia que acontece no grau 17°09’ de capricórnio 01h07 (br) da madrugada de 09/07 – 04h07 (ut) chega com esse fluxo, com esse convite, para que consigamos construir esse atravessar, abandonar leis, regras, corpos e porque não formações ou instituições que não representem mais as necessidades de cada um ou de um povo.

Não é um convite `a guerra, mas um despertar para que se deixe a leseira, o torpor  seguindo em concordância com instantes que tem o poder de destruir, massas, pessoas, vidas, liberdades.

Se pensarmos no quadro político, que todos esses encontros da Lua Cheia transformem paradigmas estacionados na falta da memória de uns ou `a sombra da censura, já em nosso corpo, que consigamos transmutar forças e formas para conquistar mais e mais nosso ser singular, nossa liberdade.

É Lua Cheia, que toda sua luminosidade seja potente para acordar nossos desejos e nos deixar prontos para cortar e transmutar o necessário, que nos liberte forças para nos despirmos de políticas mancas.

Por Aline Camargo, Agente 76

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